0. OLÁ

Obrigada por entrares nesta aventura comigo! Este é o conteúdo zero, onde vou salientar alguns aspetos e explicar-te os motivos pelos quais te quero ajudar. 

ALGUNS ASPETOS RELEVANTES, ANTES DE COMEÇAR

Como há muita coisa disponível da web sobre BRANDING e sobre BRANDING CONCEPT, talvez este projeto te ajude a não dispersares, a teres mais foco e, claro, a perderes menos tempo. Por outro lado, depois da minha partilha, podes sempre procurar e explorar mais sobre o assunto, bem como descobrir outras perspetivas. 

Se alinhaste neste projeto é porque tens uma ideia, um produto, um serviço, um negócio ou uma marca pessoal! É porque tens uma paixão, ou porque queres mudar de vida, ou queres acrescentar algo mais à tua vida, ou tens um hobbie que poderá vir a ser algo mais! Validar se a tua ideia, produto, serviço, etc. é bom ou mau não faz parte do PROJETO PÊ. Aqui a ideia é construíres a marca para o teu produto, serviço, negócio ou pessoa. 

Quero acreditar que como se trata do teu projeto pessoal, aquele que escolheste e em que vais investir o teu tempo, que olhes para a minha ajuda com muita vontade, quero muito provocar em ti ansiedade em leres mais conteúdo deste projeto. Mas, se por algum motivo, não esteja a acontecer, peço-te que me dês o teu feedback. 

Este início vai ser um bocadinho moroso, mas depois será mais ritmado! É mesmo muito importante que entendas as razões pelas quais estou a fazer isto, como também é mesmo muito importante que entendas bem os conceitos de que vou estar constantemente a referir: BRANDING, BRANDING CONCEPT e MARCA. 

PLAY THE GAME! É a coisa mais importante: aplicares em prática aquilo que te vou ensinar. É fundamental para que vejas resultados a acontecer, sobretudo porque terás a minha ajuda durante o processo. Não saltes nenhum ponto, mesmo que aches que já sabes, confia em mim!

Quero ainda salientar que, neste momento, o PROJETO PÊ é ainda uma experiência, e por isso mesmo, está longe de estar perfeito. Eu sei, que o conteúdo poderia estar mais apelativo e rápido se o fizesse em vídeo, entre outros aspetos... estou consciente. Mas lembra-te que isto é também um desafio para mim. Algum conteúdo que não ficou bem esclarecido para ti, apita! Algum erro ortográfico ou gramatical que tenhas detetado, apita! Agradeço!

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  SE TENS UM PEQUENO NEGÓCIO, UMA IDEIA, SE TENS UMA MARCA PESSOAL, ENTÃO QUERO AJUDAR-TE A OPTIMIZAR TEMPO E DINHEIRO NA CONSTRUÇÃO DA TUA MARCA >>> QUERO DAR-TE UMA ESPÉCIE DE GUIA, O PASSO A PASSO PARA CONSTRUÍRES UMA MARCA COM PROPÓSITO, UMA MARCA ALINHADA COM O TEU NEGÓCIO E COM AS TENDÊNCIAS DO MERCADO, ATRAVÉS DO BRANDING, MAIS PROPRIAMENTE DO BRANDING CONCEPT.

OS 9 MOTIVOS QUE ME LEVARAM A QUERER AJUDAR-TE:

Apercebo-me cada vez com mais frequência que há muitos, mas mesmo muitos, pequenos negócios, pessoas com grandes ideias e com muito potencial, que estão a gastar (muito) tempo e dinheiro em estratégias de marketing/publicidade que lhes trarão pouco ou mesmo nenhum retorno. Que a seguir a isso vem sempre um certo desespero e frustração, que muitas vezes os leva a gastar ainda mais tempo e dinheiro.

Tenho como missão educar quem chegar até a mim, no que toca a construir uma verdadeira marca. Dar-te-ei as guide lines para construíres a tua marca. Porque fico frustrada quando me pedem para fazer um logotipo sem contexto algum ou com condições limitadoras, simplesmente baseadas em gostos pessoais e depois ficam à espera de um retorno que não vai acontecer.

Gosto de partilhar o que sei, gosto mesmo. Quanto mais partilho mais aprendo. Se te conseguir ajudar, com aquilo que sei, melhor ainda!

Porque também me ajudo a mim própria. Assumir o compromisso de te ensinar/inspirar sobre a tua marca, faz com que esteja em constante aprendizagem e pesquisa, à procura de saber mais e melhor... e isso torna-me numa melhor profissional.

Investires num logotipo ou numa rede social pode não ser o teu caminho neste momento. Sim. Não temos que ser e fazer todos a mesma coisa e eu quero ensinar-te isso.

O CONCEITO DA MARCA não é uma opção, sobretudo nos dias de hoje. Gostaria que percebesses que isto do BRANDING não é modernice, não é só para os que têm dinheiro e que está totalmente ao teu alcance. 

Quero ensinar-te qual é o percurso para a construção da tua marca, para teres noção em que é que podes ou não investir e sobretudo para rentabilizares três dos teus maiores recursos: tempo, dinheiro e competências.

Gostaria de te deixar à vontade com alguns termos, para poderes estar mais à vontade na hora de investires e de definires as tuas prioridades.

Por fim, quero explicar-te como podes escolher um profissional para desenvolver todo o BRANDING da tua marca ou apenas algumas etapas.

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1. O QUE É O BRANDING

1.1. TRADUZIR E ENTENDER AS PALAVRAS "BRANDING CONCEPT".

Não existe uma palavra única como sinónimo. Traduzindo à letra, BRAND significa marca. BRANDING seria algo como "marcando"! Interpretando o termo, será algo como "construindo a marca". BRANDING CONCEPT: construindo o conceito da marca. Podes também encontrar o termo BRAND ou BRANDING CONCEPT. Em português CONSTRUINDO O CONCEITO DA MARCA. voltar para cima >>

1.2. O QUE É AFINAL O BRANDING CONCEPT?

Com o BRANDING CONCEPT, vamos focar-nos ao máximo na experiência que o cliente e os potenciais clientes vão ter ao contactar com a tua marca. Não se constrói da noite para o dia! Ninguém compra um BRANDING! Aliás "...ing" é a terminação do gerúndio, em inglês, para determinar uma ação constante ou prolongada. O BRANDING é um processo continuo, que se vai ajustando aos tempos, às mudanças, às tendências e aos teus objetivos.

Não se trata de inventar um conceito qualquer para enganar o cliente a comprar e a pagar mais! Nunca subestimes o cliente. Trata-se de potenciar ao máximo o teu produto ou serviço e todos os seus pontos de contacto com as pessoas. 

DIRIA QUE O BRANDING CONCEPT ESTÁ PARA UMA MARCA:

- como o cabeleireiro está para o cabelo;
- como o personal trainer está para o cliente;
- como o guia turístico está para o turista;
- o sal está para os alimentos.

PASSO A EXPLICAR:

O cabelo, o cliente, o turista e o alimento são a nossa marca. A cabeleireira, o personal trainer, o guia turístico e o sal são o BRANDING CONCEPT. Agora imagina um corte de cabelo sem cabeleireira, um treino específico sem um personal trainer, percorrer um roteiro turístico sem guia e temperar comida sem sal? Seria possível? Sim! Completamente possível! Mas não é de todo a mesma coisa! Agora pensa... Como está a tua marca? Sem cabeleireiro? Estarás a dar-lhe o treino mais adequado? O roteiro será o melhor? Andará salgada? Insossa? 

UMA MARCA BEM-SUCEDIDA TERÁ COM CERTEZA UM CONCEITO BEM DEFINIDO.

Se reparares, da cabeleireira ao sal, todos eles conseguem condicionar/modificar/potenciar a marca (o cabelo, o cliente, o turista, os alimentos). O CONCEITO DE MARCA nada mais é do que a projeção e o desenvolvimento contínuo de tudo aquilo que queremos que os clientes e potenciais clientes pensem, experienciem e sintam sobre a nossa marca. Consegues entender a vantagem de decidir e definir tudo isto antes de fazeres qualquer tipo de investimento na tua marca? O Personal trainer vai ser mais eficaz/eficiente e o cliente vai ter mais e melhores resultados se inicialmente forem definidos objetivos e metas concretas, certo? De que adianta o cliente andar só a fazer cardio se o que ele gostaria mesmo era de aumentar o peitoral? 

Ao desenvolver o conceito para a nossa marca escolhemos e definimos para o nosso produto/serviço o seu nome, o seu posicionamento, o tipo de linguagem que devemos utilizar na comunicação da marca... a missão, os valores, a visão, a linha gráfica e por aí fora. Fazemos jus ao que temos para oferecer e potencializamos ao máximo a marca, evitando os dois extremos: prometer mais do que o que temos para oferecer ou menosprezar ótimas qualidades que os nossos produtos/serviços têm. Acima de tudo, é criada uma marca com propósito, que sabe a quem quer chegar e como chegar. voltar para cima >>

1.3. BOAS NOTÍCIAS: A TUA MARCA NÃO É EXCEÇÃO, O PROCESSO DE BRANDING ESTÁ AO ALCANCE DE TODOS...

Deixa-me desde já dizer-te que para construíres um Branding de excelência a ajuda de um bom profissional é imprescindível. Se tivesses todas as possibilidades do mundo aonde irias cortar o teu cabelo? Se tivesses só algumas possibilidades, aonde irias? E se não tivesses dinheiro, como farias? Há sempre solução, não é? O resultado é que poderá ser diferente. A questão nem é a de: se tens muito dinheiro então podes ir ao melhor... porque o melhor é relativo, o melhor para teu negócio pode não ser o melhor para o meu. A questão é mais esta: mediante a tua disponibilidade financeira, terás mais ou menos poder de escolha. Mas, quanto mais souberes sobre o assunto, melhor farás a tua escolha. Garantidamente.

DEPOIS DE INICIARES UM PROCESSO DE BRANDING, VAIS TER, COMO NUNCA TIVESTE, UMA CONSCIÊNCIA MUITO MAIOR DAQUILO QUE REALMENTE VALE A TUA MARCA, E QUANDO ISSO ACONTECE O CAMINHO É MUITO MAIS ASSERTIVO E VANTAJOSO.

É por aqui que quero ir contigo...

Conseguir ensinar-te sobre o assunto, para que possas fazer as melhores escolhas. Se ainda tens um orçamente reduzido ou estás agora a começar, o truque será conseguires perceber e aprender bem o que envolve e em que consiste isto da construção da tua marca, para perceberes o que é que realmente precisas, o que é urgente, o que é que podes deixar para segundo plano, o que é que podes ser tu a fazer ou o que é que podes remediar temporariamente, para que a tua marca possa atingir um bom desempenho. Quando começares a atingir alguns resultados ou a crescer, podes fazer mais escolhas e por aí a fora até conseguires alguma liberdade financeira, para teres o poder e a capacidade de decidir se queres, o que queres e a quem queres recorrer para fortalecer a tua marca.

" O BRANDING NÃO É PARA TODOS, É SÓ PARA QUEM ESTÁ DISPOSTO A DAR O MELHOR À SUA MARCA."

É verdade que há profissionais, empresas e equipas multidisciplinares que percebem disto como ninguém. É verdade que o preço a pagar pode não estar ao teu alcance. E também é verdade que vai envolver sempre, sempre, a tua colaboração. Seja uma grande equipa a desenvolvê-lo, seja um freelancer, vai exigir sempre a tua participação.

NINGUÉM GOSTA E SABE MAIS DO QUE TU SOBRE A TUA MARCA. NINGUÉM, MAIS DO QUE TU, DEVE INVESTIR TEMPO A PLANEAR O SEU FUTURO. voltar para cima >>

1.4. PORQUE É QUE DEVO INVESTIR NO BRANDING DA MINHA MARCA, QUANDO TENHO OUTRAS TANTAS COISAS COM QUE GASTAR DINHEIRO?

É justamente por não teres dinheiro, e por quereres ganhá-lo rapidamente, que não podes dar-te ao luxo de errar tantas vezes e de desperdiçar tanto tempo e recursos em tentativas falhadas. É por isto que o BRANDING CONCEPT deve ser uma prioridade para a tua marca! Digamos que chegas mais rapidamente ao destino que queres visitar quando tens um mapa, e mais rápido ainda quando tens um bom guia!

Pegando nestas analogias do ponto 1.3., o cabelo é cabelo sem cabeleireiro! Os alimentos continuam a ser alimentos sem o sal! O teu produto/serviço pode existir, ou se calhar até já existe, sem teres desenvolvido o conceito da tua marca. Se, por exemplo, o teu produto é um iogurte não consegues avançar se não investires numa embalagem, mas consegues avançar se não desenvolveres o BRANDING CONCEPT. Se estás, ou não, a avançar bem e na direção certa, isso já é outra conversa!

Até podes ter a grande sorte do alimento por si só não precisar de sal e do cabelo ter um brilho e uma forma naturalmente agradável! Mas quem é que deixa o seu negócio ou ideia nas mãos da sorte? E ainda há a velha questão: quando o produto/serviço é mesmo bom ele acaba por vender. É verdade. Contudo, quando um produto é bom ele pode ser sempre muito melhor e nos dias de hoje, com uma oferta gigantesca e sem fronteiras, não chega ser só um serviço, temos que ser "O serviço", que se destaca ou se diferencia dos outros tantos. Para isso acontecer... BRANDING CONCEPT!

Eu entendo. Não há dinheiro para tudo e a prioridade é começar a vender para ganhar dinheiro o mais rápido possível. Vá, vamos lá fechar o iogurte, não importa se é líquido ou sólido, de morango ou de banana, não há tempo para decidir, o que importa é pô-lo à venda porque precisamos ganhar dinheiro. Vender! Toca a vender! E o que é que acontece depois? Fracos resultados. E não falo só em vendas, falo em perda de tempo. Do teu precioso tempo.

A tua marca merece o melhor e para isso acontecer... acho que já não preciso de repetir! 

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1.5. E QUANDO NÃO EXISTE UM CONCEITO POR TRÁS DA TUA MARCA?

Sabes quando alguém diz que é uma coisa, mas demonstra sempre outra? Pronto! É isso! Provavelmente estás a passar uma imagem errada da tua marca e estarás sem noção de qual será a experiência ou impressão que o cliente e o potencial cliente está a ter... estarás, portanto, a desperdiçar recursos: tempo e dinheiro.

Mas... vais sempre a tempo. A construção de uma marca é um processo contínuo. Se ainda não o fizeste, bora lá tratar da saúde da tua marca! Há uns meses atrás, construí o conceito de marca de uma empresa que já existe há 23 anos. Porquê só agora? Porque se aperceberam das mudanças do mercado e a concorrência é bem maior. Há sempre tempo para mudar. voltar para cima >>

1.6. DEPOIS DE CRIARMOS O CONCEITO DA NOSSA MARCA... NADA É PARA SEMPRE!

Nada é definitivo num bom conceito. À medida que vamos crescendo e expandindo o nosso negócio, devemos ir moldando aquilo que definimos no começo. É muito mais fácil de contornar as curvas que nos vão aparecendo no caminho quando traçamos os nossos objetivos... essas curvas podem ter a ver com fatores externos (as tendências, o desenvolvimento tecnológico, etc.) e também com fatores internos (as tuas competências, objetivos pessoais, etc.). Conhecermos e termos bem presente todo o universo da nossa marca fará com que fiquemos mais atentos e muitas vezes, essas mudanças, vão ser intuitivas e graduais. voltar para cima >>

O BRANDING NUNCA TERMINA. ESTAMOS EM CONSTANTE CONSTRUÇÃO DA NOSSA MARCA… EM CADA MOMENTO QUE PASSAM EM CONTACTO COM A NOSSA MARCA HÁ NOVOS FEEDBACKS E TEMOS DE ESTAR ATENTOS.

1.7. BRANDING, REBRANDING, BRANDING CONCEPT, BRANDING DESIGN, PERSONAL BRAND, BRAND EQUITY, BRANDING ACTIONS, BRANDING STRATEGIES... QUE CONFUSÃO! AFINAL QUANTOS TERMOS EXISTEM?!

MUITOS! :)) Mas calma. O termo BRANDING é o mais abrangente, é o que engloba todo o processo de construção de tua marca. Sendo que, aqui, vamos assumir que logo a seguir está o BRANDING CONCEPT e todos os outros vêm depois, porque sem este os outros não fazem sentido, ok? :) voltar para cima >>

1.8. "CONSTRUIR UMA MARCA É CUIDAR DO SEU VISUAL".

Este é o maior erro! O BRANDING atua no aspeto visual da marca e não só. Atrevo-me a dizer que esse é uma pequena parte de todo o BRANDING de uma marca (não menos importante). O BRANDING atua também internamente. Sabes aquele blá blá blá da missão, dos valores e da visão da empresa (tenha ela 1 ou 100 empregados), também faz parte do conceito de qualquer marca e é mesmo muito valioso. Mais à frente vamos construir esse blá blá blá todo.

Ao desenvolveres todo o BRANDING, vais perceber que os teus potenciais clientes só poderão experienciar em pleno a tua marca se tiveres todos estes pontos definidos e bem presentes no dia a dia da tua marca... desde a forma como comunicamos com os clientes à embalagem (caso seja um produto), à roupa que vestimos, à forma como temos o nosso consultório, o nosso cenário de gravação, etc.). Mais à frente dar-te-ei exemplos concretos. voltar para cima >>

1.9. ENTÃO BRANDING E MARKETING SÃO A MESMA COISA?

NÃO! Não são. Mas são primos e são muito cúmplices! Há muitas perspetivas e discussões sobre isto, dá para escrever rios e rios. Não me vou esticar, contudo é importante conseguires distinguir estes dois termos para ganhares mais orientação neste mundo das marcas. Fica aqui o meu (muito pessoal), mega resumido, ponto de vista:

Para mim a maior confusão está no sítio onde vamos beber informação: a internet. Onde há de tudo e mais alguma coisa, nomeadamente o PROJETO PÊ!!! É que... o termo que mais ouves falar, quase de certeza que é MARKETING! E há conteúdos muito bons, outros menos bons e outros muito maus. Todavia, quando não dominas bem a matéria sabes qual é que vais ver/ler/ouvir primeiro? O que tem melhor BRANDING! :)

Muitas vezes, quando lemos coisas como "Saiba como construir uma marca de sucesso", ou "Descobre como vender o triplo", fala-se de estratégias de Marketing e não digo que estão erradas e não funcionem, no entanto, a maioria destas estratégias partem do pressuposto que já há uma marca bem construída, ou seja, que já houve investimento no BRANDING, quando na maioria das vezes isso não acontece. Com isto, vem depois a frustração de teres gasto dinheiro e tempo em algo que pensavas que irias ter um bom retorno e não aconteceu.

O BRANDING constrói e caracteriza a marca, a sua essência e personalidade. O MARKETING divulga/promove o produto/serviço. Existem estratégias de BRANDING e estratégias de MARKETING. O objetivo do BRANDING é construir o valor da marca. O objetivo do MARKETING é ocupar mais espaço no mercado. Quanto maior e melhor o valor da nossa marca, mais mercado conquistaremos. voltar para cima >>

Quem é o responsável pela reputação da marca? 

Os dois! Se queremos ter um chão bem limpo, primeiro usamos a vassoura e depois a esfregona! Se queremos que a nossa marca tenha uma boa reputação, primeiro temos de lhe dar personalidade, de lhe acrescentar valor e só depois conquistar mais mercado. Há quem lave o chão sem varrer! Pronto! O que dizer sobre isto? Se quiseres ver um chão verdadeiramente limpo, na minha perspetiva, inicialmente, a regra será: construir o BRANDING da marca e depois fazer MARKETING. Mas nem sempre isto acontece. E nem sempre estará errado.

As pessoas gostam de se identificar, de se apaixonar, gostam de gostar e gostam de defender aquilo em que acreditam e aquilo que gostam. Uma grande parte dos pequenos negócios que conheço investe em MARKETING, sem antes tratar do BRANDING e fazem-no ou porque acham desnecessário, ou porque desconhecem este processo, ou simplesmente acham que não possuem uma marca. Já lá vamos à marca. Mas quanto ao fazer com que se apaixonem pelo teu produto... BRANDING CONCEPT! voltar para cima >>

Qual é o mais importante? 

Os dois. Os dois andam de mãos dadas. Os dois, são processos contínuos na gestão de uma marca, para a impulsionar e torná-la mais eficaz e eficiente... para te ajudar a vender mais, a ter mais visibilidade e melhores resultados.

O BRANDING vai ajudar o MARKETING a publicitar e a mostrar a marca. O MARKETING vai precisar do BRANDING para conseguir atingir melhores resultados! Talvez seja por isto também que muitas vezes se parta logo para o MARKETING, porque se quer logo ver resultados, quer-se rapidamente conquistar mais espaço no mercado, mas passado uns tempos, chega-se à conclusão, muitas vezes, que é necessário uma diferenciação da marca e só aí se parte para o verdadeiro BRANDING da marca e se busca um verdadeiro conceito. Às vezes resulta, só escolheram um caminho mais longo e perderam mais tempo. voltar para cima >>

1.10. HONESTAMENTE, SERÁ O BRANDING ASSIM TÃO FUNDAMENTAL PARA A TUA MARCA?

SIM. Claramente! Pode parecer uma resposta tendenciosa, eu sei! Há 2 décadas atrás a minha resposta iria ser a mesma, mas muito mais argumentada... Hoje em dia, parece-me bem mais fácil de validar a minha resposta: globalização... web... e-commerce... autenticidade... oferta gigantesca, concorrência nem se fala. Volto a repetir: hoje não basta seres ou teres um produto/serviço de qualidade. Talvez já estejas a sentir isso na pele. Talvez vejas outras pessoas, outros produtos ou serviços que aches serem menos do que tu ou do que o teu serviço e que estão a ter melhores desempenhos, mais vendas e mais reconhecimento. Já aconteceu não já?! Teres um conceito bem definido para a tua marca, vai fazer diferença! Garanto-te! voltar para cima >>

"Oh! Tá bem! Conheço muita gente que está muito bem e não precisou nada disso, eu também não hei de precisar (...), modernices é o que é!"

Já ouvi isto tantas vezes. Sobretudo o "Oh! Tá bem" e o "…modernices"! Possivelmente essa "muita gente" se tivesse feito o BRANDING da sua marca estaria ainda melhor. Possivelmente aquele produto preencheu uma necessidade urgente, num determinado tempo ou lugar, onde não havia concorrência ou essa concorrência era fraca. Possivelmente não precisou, mas garanto que se quiser crescer vai precisar. Possivelmente nem é assim tanta gente! Um sem fim de "possivelmentes"… Todos os produtos e serviços precisam de BRANDING! Todos! Incluo, todos os pequenos negócios, todos os que estão a começar e todos que os que estão a pensar lançar-se! A cena é que nos dias de hoje, com a quantidade enorme de oferta que existe, se não houver um bom BRANDING por trás da tua marca, muito provavelmente vais ter uma dificuldade enorme em te destacar dos outros, por mais que o teu produto seja ótimo. Podem até ser ótimos produtos/serviços, mas o cliente não vai ver isso. voltar para cima >>

DUAS DICAS

1. Partindo do pressuposto que há procura de serviços ou produtos como o teu:

  • Quanto menor for a concorrência, menos podes investir (tempo/dinheiro) em BRANDING.
  • Quanto maior for a concorrência, mais deves investir em BRANDING.

2. Partindo do pressuposto que não há procura de serviços ou produtos como teu, porque é inédito/único: 

  • O investimento em BRANDING deverá ser elevado, para criares necessidade ao cliente. A TV e o corretor de olheiras só começaram a ser procurados depois de serem inventados, não é? voltara para cima >>

Aqui, a CAYA PÊ, tem uma teoria :)

É claro que a maioria dos pequenos negócios não está, não consegue estar e nem deve estar, disposta a pagar um valor de 4 ou mais dígitos para a construção do seu BRANDING. A forma como o BRANDING é feito e vendido também terá de ser outra. Falo de uma versão de baixo custo, mas sobretudo de um serviço ajustável e flexível para pequenos negócios. Se a casa é pequena, à partida, também se arruma mais rápido, não é? 

A maneira como os pequenos negócios lidam com as suas marcas também deve mudar. Tem de ser outra. Os empreendedores (tu!) terão de adquirir mais esta valência, a de saber o que é preciso para construir a sua marca e assumir a realização de algumas etapas! voltar para cima >>

Aqui fica um breve resumo do que é o BRANDING CONCEPT! :) :) :) Mas na versão errada! Ou seja, quando tentamos criar um conceito, só para vender mais! Inventar sem pensar no principal, o cliente, não dá bom resultado. Hoje, mais do que nunca: não subestimes o cliente! 

"Antes era um hot dog, agora é uma experiência"!! É mesmo isto!!! Supondo que era tudo verdade, criou um conceito, imediatamente acrescentou valor (neste caso, preço) à sua marca!  "Só" se esqueceu de mudar também o produto e de ter em conta que a maioria dos clientes que ali passam não estarão dispostos a pagar o novo preço!! A isto, eu acho que o brasileiro chama de… sacanagem né gente!!! :) :) :) 

2. O QUE É UMA MARCA?

2.1. QUANDO FALAMOS EM MARCA, AFINAL A QUE É QUE NOS ESTAMOS A REFERIR?

A palavra marca tem inúmeros significados. Geralmente, quando falamos em vender, temos tendência em pensarmos numa marca como um "símbolo ou nome que identifica determinados produtos comerciais", (definição do dicionário). Talvez seja esta a razão pela qual achamos que construir uma marca passa só pela criação do seu logotipo. Mas já começas a perceber que uma marca é muito mais do que isto. voltar para cima >>

2.2. ENTENDE-SE POR MARCA:

Aquilo que, aos olhos dos outros, representa o teu produto/serviço.

Quando falamos da tua marca, não estamos a falar do teu serviço ou produto, mas sim dos sentimentos que ele provoca nas pessoas que contactam com ele. Repara na tua marca neste exato momento. Ou, se até agora achaste que não possuías uma marca, reescrevo esta afirmação de outra forma: Repara, neste exato momento, naquilo que os teus clientes/seguidores estão a experienciar com o teu serviço. O que é que eles irão sentir, ou já sentiram, ao contactar com o teu serviço? Por aqui, já consegues perceber que uma marca não é somente o serviço ou o produto que queres vender, mas sim tudo aquilo que o representa, aos olhos dos outros. Não adianta dizeres que a tua marca é inovadora, quando ninguém a vê dessa forma. É aqui que entra o BRANDING CONCEPT. voltar para cima >>

2.3. AFINAL, TENS UMA MARCA OU NÃO?!?!

"Eu só vendo umas coisas pela net, não tenho marca nenhuma!"

"... mas eu não tenho marca nenhuma! Eu vendo um serviço e não um produto."

"Só me quero divertir um bocado nas redes sociais a partilhar o que sei, se depois isto evoluir eu penso nisso."

Se vendes coisas tens uma marca. Se vendes um serviço tens uma marca. Se partilhas conhecimento, se ensinas, se és útil aos outros, tens uma marca. Ponto final parágrafo.

Se, como referi, a marca é o que os outros percecionam sobre ti, quando alguém contacta contigo, com o teu produto ou serviço, está a ter uma experiência. Está a gerar uma opinião sobre a tua marca.

É assim: intencionalmente ou não, toda a gente vende, toda a gente possui uma marca. Seja relativa a um produto, a um serviço ou pessoal. A peixeira vende o peixe. O professor vende as suas aulas aos seus alunos. Se tens um perfil no instagram ou no facebook ele está a vender, pode não ser propositado e pode ser só para a tua família, mas ele transmite a tua marca, ou seja, ele transmite aquilo que tu queres mostrar… felicidade, maternidade, paternidade, vida saudável, festa, melancolia... se eu entrar no teu perfil, vou ter uma experiência, vou conseguir percecionar, interpretar sobre a tua forma de estar, ou sobre o teu trabalho, o teu conhecimento... seja o que for, intencionalmente ou não, percebes? Fora das tuas redes sociais, a tua forma de estar na vida, as tuas atitudes perante os outros determinam muito a opinião que os outros têm sobre ti ou sobre os teus serviços. Se tu representas o teu serviço, se tu és o teu próprio serviço, sejas advogado, fisioterapeuta, pt, chefe de cozinha, designer, mecânico, etc., tens dúvidas de que tu és a uma marca?!

SEJA UM PRODUTO, UM SERVIÇO OU UMA PESSOA, HÁ SEMPRE UMA MARCA ENVOLVIDA.

2.4. PERSONAL BRAND (MARCA PESSOAL)

Talvez um pasteleiro que vende os seus bolos ache que só os seus bolos possam ter uma marca. Talvez um contabilista ache que não possui uma marca. Não será bem assim. Tanto um como o outro, podem possuir uma marca para o serviço/produto, uma marca pessoal ou ambas! É muito frequente num pequeno negócio existir uma marca pessoal associada à marca do produto/serviço. Tu! Acontece muitas vezes alguém ser nosso cliente só porque sabe que somos nós que estamos por trás. Mas acontece também o contrário, alguém não escolher o nosso produto/serviço só porque sabe que somos nós que estamos por trás! Sim. Acontece... e a pior parte é quando não estamos conscientes que isso está a acontecer. Ao desenvolvermos o BRANDING CONCEPT faremos a escolha de realçar ou aliar a nossa MARCA PESSOAL da marca do produto/serviço, de uma forma muito consciente.

Se não o fazias até agora, começa a observar as marcas que te rodeiam com um olhar mais amplo, começa a analisar aquilo que elas te fazem sentir (sobretudo aquelas que tu admiras, aquelas que te marcam e aquelas que oferecem o que tu também estás ou queres oferecer). Há um rosto intencionalmente associado? E a tua marca? O que queres que sintamos ao contactar com a tua marca? É isto que te vou ensinar a construir!

3. EXERCÍCIO PRÁTICO

Depois de leres o ponto 1 e o ponto 2, quero acreditar que te tenhas identificado com algumas situações, que outras te tenham feito muito sentido e que tenhas aprendido alguma coisa também. Quando o foco não somos nós, é muito mais simples de analisar, avaliar, validar e opinar sobre! Mas quando viramos a luz para nós, já tudo se torna mais complexo, não é? É isto que vamos fazer agora! 

*NOTA: Play the game! Entrega-te ao exercício. Está nas tuas mãos o quanto queres dar e dedicar à tua marca. Se tu não estás disposto a dar tudo, mais ninguém o estará! 

Também é importante teres onde anotar os exercícios que vais completando aqui no projeto. 

* 1ª PARTE

1º VAMOS FALAR SOBRE OS OUTROS! 

Escolhe uma marca. Uma marca que admires, dentro da tua área de negócio, ou uma que poderá ser, ou já é, um concorrente teu e que, por algum motivo, tu sintas que tem "aquilo" que tu queres alcançar. Agora analisa os porquês de a teres escolhido (aponta no teu bloco de notas também!):


* 2ª PARTE

AGORA VAMOS FALAR SOBRE TI! 

Agora vira o foco para ti, para a tua ideia, para o teu negócio!


* 3ª PARTE

Para terminar, aplica este questionário a uma terceira pessoa. Descarrega o PDF abaixo e escolhe uma pessoa. Poderá ser a um cliente ou potencial cliente. Poderá ser alguém que conheças, mas que tens a certeza que te vai dar atenção e responder com honestidade. É importante. No final do exercício explicar-te-ei a sua verdadeira intenção. Mas é importante que o faças assim, de uma forma honesta mas despreocupada. Não penses muito, simplesmente responde.

+ É importante que realizes o exercício com toda a honestidade, podes enviar-me ou não as tuas respostas. Se o fizeres, terás um feedback personalizado da minha parte e também é uma dose de motivação para mim, saber que está alguém desse lado a cumprir! Caso não queiras partilhar comigo, tranquilo, darei, na próxima partilha, um feedback e algumas conclusões que poderás analisar e aplicar ao teu exercício. Fica nas tuas mãos! Por aqui, siga para a frente que atrás vem gente! O resto desta semana será dedicado a completares o exercício.

DESCARREGA  AS ORIENTAÇÕES E CONCLUSÕES DO EXERCÍCIO DADO NO PONTO 3.

[QUALQUER DÚVIDA, FALA COMIGO]

4. COMEÇAR A CONSTRUIR A TUA MARCA.

OK... COMEÇAR A CRIAR... VAMOS LÁ!

Não tenho mesmo a expetativa que sintam o mesmo... Mas é aqui que começo a esfregar as mãos, a sentir isto não como trabalho, mas sim como uma diversão.

ACIMA DE TUDO, QUERO ENSINAR-TE QUE:

Tudo aquilo que definires a partir de agora só pode ser verdadeiro e autêntico, com o objetivo de acrescentar valor à tua marca e, mais importante ainda, é tu acreditares em tudo que definires e sentires que corresponde totalmente àquilo que queres para a tua marca.

Só para ganhares alguma noção daquilo que vai acontecer daqui para a frente, vou mostrar-te uma possível check list para desenvolver o BRANDING da tua marca, nomeadamente o BRANDING CONCEPT. E digo possível porque não há apenas um caminho, não há apenas uma maneira de o fazer... o que pode ser essencial para a tua marca pode não fazer sentido para a minha. É apenas um fio condutor. E nem a ordem é assim tão relevante. A última marca que desenvolvi foi a partir de um #hashtag... já comecei pela visão, a partir de um símbolo, uma história... Não deves desesperar se não definires um posicionamento único ou uma linguagem muito própria. Nem sempre será necessário um slogan, um lema... e nem sempre terás de definir uma missão que implique salvar ou mudar o mundo.

4.1. POSICIONAMENTO

4.1.1. O QUE É O POSICIONAMENTO?

O posicionamento, como o próprio nome diz, define qual é a tua posição perante as outras marcas. É o que te vai diferenciar dos outros. É a forma como queres que a tua marca seja compreendida/vista pelo público.

Mais uma vez, lembras-te da definição de "marca"? "Aquilo que, aos olhos dos outros, representa o teu produto/serviço". O posicionamento é como queres que que os olhos dos outros te vejam. Ora, quem define a marca, já percebeste que não és tu, mas sim o cliente. É do caraças, não é?! Mas és tu quem define o teu posicionamento. És tu que vais definir, como queres ser visto!

O sucesso de um bom BRANDING é fazer com que aquilo que os outros dizem sobre a tua marca seja exatamente aquilo que definiste no teu posicionamento!

4.1.2. PARA QUE SERVE O POSICIONAMENTO DE UMA MARCA?

Serve para teres um lugar na memória do cliente!

Supondo que o teu negócio são sapatos, se não houvesse ninguém no mundo a vender sapatos, quando te perguntassem qual é a tua profissão, a tua resposta poderia ser simplesmente: "vendo sapatos". Se houvessem 100 lugares no mundo a vender sapatos e tu fosses um deles, a resposta anterior continuaria a ser muito válida, porque ainda assim, existiria muita mais procura do que oferta, certo? Mas, hoje, não é assim, como já referi anteriormente, a oferta é gigantesca e a concorrência nem se fala!O posicionamento de uma marca é uma espécie de "declaração da marca" que revela o seu DNA. Serve para nos ajudar a mostrar/comunicar melhor quem somos, o que verdadeiramente representamos. Serve para que as pessoas se identifiquem mais facilmente com a nossa bandeira. Manifestará o valor que queremos acrescentar, para que o cliente perceba o preço que irá pagar. Então, Hoje, a quem me perguntou sobre a minha profissão, responderia por exemplo: "vendo sapatos desportivos, de fabrico 100% português, para homens ativos, que gostam de conforto e descontração".

4.1.3. O QUE ACONTECE QUANDO NÃO HÁ UM POSICIONAMENTO DEFINIDO, OU QUANDO ELE NÃO É CLARO PARA O PÚBLICO?

Corres o risco da tua marca não existir para o público, de ser mais do mesmo, de ser mais uma, no meio de muitas! Corres o risco do público não perceber o teu real valor e por isso mesmo não entenderem o preço que estão a pagar.

4.1.4. O QUE É UM BOM POSICIONAMENTO?

Bem, aqui é uma boa oportunidade para dares dez a zero a muitos profissionais da área! Porque, quando escrevemos o nosso posicionamento, há uma tendência em exagerar e inventar sobre a marca, já vais perceber a seguir, quando o estivermos a construir. Diria que um bom posicionamento é aquele que é único. Seres único a fazer uma coisa ou seres único na forma como a fazes é um fator diferenciador muito forte, sobretudo quando o público o percebe. Desta forma, um bom posicionamento é ainda aquele que é percecionado e sentido pelo cliente, quando este contacta com a marca e não aquele que está no papel e promete mundos e fundos.

19/07/2019

4.1.5. CONSTRUIR O TEU POSICIONAMENTO

A primeira etapa para a construção do conceito da tua marca, aqui no PROJETO PÊ,  é o posicionamento. O posicionamento é para ser experienciado e se isso acontecer é porque já estamos a sentir o conceito da marca, a percecionar a sua personalidade.

Depois de darmos um nome à marca, de definirmos a nossa missão, logotipo… é normal redefinirmos e reescrevermos o nosso posicionamento algumas vezes. Aliás é normal, enquanto estivermos a criar o conceito, que ele seja reescrito ou reajustado várias vezes. Por isso, não desesperes...

B O R A
C O M E Ç A R ?

[1º PASSO]

Depois de aprenderes o que é um bom posicionamento e para que serve, prepara o teu bloco de notas e escreve (agora) o teu posicionamento! Algo (muito) curto, sem muito preparo, mas escreve. E guarda! Não apagues, nem risques. A intenção é nos passos seguintes ires ganhando perceção do que estás a criar.

NOTA: não procures exemplos, baseia-te apenas no que leste nos pontos 4.1. ao 4.5.

[2º PASSO]

> CRIA UMA LISTA… COM TUDO QUE TENS NAS TUAS MÃOS, NA TUA MENTE E NO TEU CORAÇÃO, SOBRE A TUA MARCA.

Sabes quando fazemos uma receita pela primeira vez e queremos muito que ela dê certo? Qual é o 1º passo? Colocamos tudo aquilo que vamos precisar em cima da mesa, não é? Aqui vamos fazer o mesmo. Vamos colocar tudo o que temos neste momento sobre a nossa marca em cima da mesa. Quando digo tudo, refiro-me a tudo mesmo! A tua experiência, as tuas mais valias, a tua história, a tua matéria-prima, o teu orçamento, a tua reputação (se já existir), o motivo pelo qual criaste a marca, o teu currículo, todo o material que exista da marca (se já existir), o teu equipamento de trabalho, opiniões de clientes, as tuas ideias, inspirações, sonhos... tudo! Escreve tudo que "tens" sobre o teu (futuro) negócio. 

22/07/2019

Só para (re)lembrar:

> Escrever o teu posicionamento é fundamental, vais conseguir  ter mais controlo sobre o que os outros acham sobre a tua marca.. 

> Teres plena consciência de como queres que a tua marca seja percebida pelos outros é poderoso. 

> Não é de todo necessário tornar o teu posicionamento público, o fundamental é que ele seja sentido pelo cliente.

[3º PASSO] 

>> ENCONTRAR MAIS VALIAS  NA TUA LISTA.

Sublinha aquilo que achares mais relevante na tua lista, aquilo que te poderá ajudar a diferenciar-te dos outros e a destacar-te.

Talvez, provavelmente, possivelmente, presumivelmente… as tuas mais valias não estejam só nas coisas mais óbvias da tua lista, como o teu grau académico, a média final de curso, especializações, marca de equipamentos, portfólio, etc. O que quero dizer é que não devem ser só esses itens que deves sublinhar. Just saying!

[4º PASSO]

>> COMO QUERES SER PERCEBIDO?

Esta lista ajudar-te-á a teres ainda mais consciência do potencial que tem a tua marca, do que ela pode valer...

A melhor forma e onde aprendi mais sobre o meu posicionamento continua a ser, quando conheço pessoas. Seja informalmente ou em modo networking, a resposta a perguntas como: "afinal em que é que trabalhas?", ou "o que é que fazes em concreto", podem ser mesmo muito importantes também para ti. Até a forma como transmites essa resposta. Quando estás a responder estás a posicionar-te. Analisa lá: o que dizes às pessoas, quando te fazem este tipo de perguntas? E quais são as perguntas que elas fazem logo a seguir? Se tenho plena noção do que é a minha marca, e sobretudo, do que quero que ela seja aos olhos dos outros, a minha resposta não deve passar só por dizer "sou designer", ou "vendo sapatos"! Nem muito menos ter como garantido que essa resposta seja o suficiente para as pessoas perceberem as minhas mais valias e aquilo que me diferencia.

ESTÁ NA HORA DE FALAR!

O mais impactante é verbalizares, podes gravar um áudio, um vídeo (é indiferente) não percas tempo com preparos, é um exercício de ti para ti. Mais ninguém o vai ouvir! Vai ajudar-te a criar o teu posicionamento, e por sua vez, o teu conceito. Passa por responderes a esta questão: como queres ser percebido? Ou, como queres que percebam a tua marca? Provavelmente, a tua tendência vai ser dizer que queres que a tua marca seja vista como sinonimo de qualidade, de excelência, de inovação, de confiança e segurança! Quero ser o ou a melhor! Quero ser uma referência na minha área!

CÁ VAI DICA!

DICA 1  

Qualidade, "ser o melhor", seriedade, honestidade, respeito, espírito trabalhador… deixa para os clientes avaliarem! 

Pressupõe-se que todos os negócios tenham qualidade, que sejam sérios e honestos, não é? São fatores diferenciadores e impactantes, mas que devem ser experienciados pelos clientes. Nunca ditos pela marca. Mas sim: sentidos! Até porque "ser o melhor" ou "produto de excelência" é muito relativo! Ter espírito trabalhador, para uns implica suor e sacrifícios, para outros implica ser rápido e para outros ser atento e atencioso! Lembra-te é o cliente que define a tua marca e, ao posicionar-mos a nossa marca com este tipo de adjetivos, corremos o sério risco de que o cliente, ao contactar com a nossa marca, não experiencie nada daquilo que definimos. 

DICA 2  

Pode parecer confuso, mas aqui ficam 5 questões que deves responder, quando estiveres a responder à questão "como queres ser percebido?" ou, "como queres que percebam a tua marca?":

+ O que vendes?

+ Como vendes?

+ Onde vendes?

+ Para quem vendes?

+ Quando vendes?

DICA 3 

SER ÚNICO! Como referi no ponto 4.1.4. é muito impactante seres único! Não significa que tenhas que inventar um produto ou serviço! Podes é ser único ou única na forma como fazes, na forma como vendes, na forma como tratas, etc. Se conseguires referenciar a palavra "único" ou "única" será ótimo!

DICA 4 

Assume as tuas fraquezas e torna-as em mais valias. Há sempre o outro lado da coisa! Repara: uma marca que assuma vender frutas biológicas, não terá a mesma variedade disponível a qualquer altura do ano, porque a fruta é sazonal, mas pode e deve assumir que essas frutas chegarão na altura certa, crescerão ao seu ritmo biológico, de forma orgânica, sem pressas. Verdade? Ora, assumir isto desta forma, perante o cliente, antes que ele chore pelos morangos em Novembro, digam lá que não é uma mais valia?

NOTA: não procures exemplos, baseia-te apenas no que leste até agora.

26/07/2019

[5º PASSO]

>> PORQUE É QUE DEVO ESCOLHER A TUA MARCA, AO INVÉS DE ESCOLHER OUTRA? 

Esta pergunta é poderosa! Terás aqui aquilo que te diferencia dos outros, que, à partida, será aquilo que tu queres que os outros vejam na tua marca. Porque é que eu devo escolher a tua marca? Porque és melhor que os outros? Lembra-te que esta resposta não é válida. O melhor para uma pessoa poderá não ser o melhor para outra! Há uma metodologia, que eu conheci com alguém ligado à área de aviação civil, mais propriamente, Safety Management System, e que eu adaptei (e uso e abuso), conhecida como "5 whys", muito utilizada para descobrir a causa raiz de um problema (neste caso, para encontrar a causa raiz da minha questão) . Passa simplesmente por perguntar 5 vezes "porquê" para encontrarmos a raiz do problema. Geralmente, ao 5º porquê descobre-se a solução para o problema, neste caso, descobrimos a resposta que precisamos, mas nada nos impede de perguntar mais vezes ou menos vezes. O truque será voltares a perguntar "És melhor que os outros porquê?", e voltares a questionar, as vezes que forem necessárias "porquê?", como se fosses uma criança de 3 anos! :)


SUGESTÃO >> Quando fizeres este exercício, sugiro que respondas oralmente, mais uma vez podes gravar um audio ou um vídeo, já percebeste que é impactante. Mas sugiro que, depois de verbalizares a resposta, a escrevas! 

NOTA: Deverá ser um breve parágrafo. Não procures exemplos, baseia-te no que leste até agora.


26/07/2019

4.1.6. ÚLTIMAS ORIENTAÇÕES PARA DEFINIRES O TEU POSICIONAMENTO.

+ Quando falamos de posicionamento, volto a reforçar, que tudo que definirmos só pode ser verdadeiro e autêntico, com o objetivo de acrescentar valor à marca. Acima de tudo, tu tens de acreditar naquilo que vais definir. 

+ Define, se for o caso, se há ou não uma marca pessoal aliada à tua marca do produto/serviço. Se achas vantajoso ou não aliares a tua pessoa à marca.

+ Tem noção do que existe no mercado, do que é que já se faz, dos possíveis concorrentes e tendências será essencial para conseguires definir o teu posicionamento. Não queres ser mais uma marca, igual às outras, certo?!

+ Agora vou ser contraditória e baralhar a tua cabeça! Usar palavras como "somos os melhores" ou "produto de alta qualidade", "premium" ou "de excelência", pode ser uma mais valia! WHAT????? Pode sim senhora! Mas é um grande risco! E tu terás de avaliar se o queres correr! Mas já imaginaste se a imagem que decides passar corresponder de facto com aquilo que o cliente vai experienciar? Afirmares que és um serviço de alta qualidade e corresponderes à expetativa da maioria do teu público? Seria ouro sobre azul! Vai depender muito da área a que pertences, do que disseres e como o disseres. Lembra-te que não chega dizeres que a tua marca é a melhor ou que usa produtos de excelência, deves justificar/demonstrar. 

+ Pela quantidade de oferta e concorrência, hoje, é uma grande tendência de mercado "nichar". Este é um termo muito brasileiro! Vem da palavra "nicho". E o que quero dizer com ele é especificar ou especializar. Quanto mais específico for o teu produto, ou quanto mais especializado for o teu serviço, mais fácil se torna te diferenciares das outras marcas, de te posicionares e de te encontrarem. Falar sobre tudo e para todos, hoje, é sinonimo de falar sobre nada e para ninguém. É mais fácil uma noiva seguir dicas de alguém que se posiciona como maquilhadora de noivas do que de alguém que se posiciona simplesmente como maquilhadora. Se precisas de um fotografo para fotografar os teus bolos, mais rapidamente contratarás um que se posicione como fotografo de comida do que um que se posicione como fotografo de tudo! Quanto mais nichado melhor. Não significa que não maquilhe outras pessoas ou que não fotografe outras coisas/situações, percebes? E sim, haverá sempre público para um negócio tão segmentado! 

+ Conhece o consumidor, percebe quem poderão ser os teus potenciais clientes, o teu público-alvo, saber para quem vais comunicar é fundamental para definires um forte posicionamento! E aqui tens uma grande vantagem em relação a uma grande marca: falar diretamente com o teu público ainda é o método mais eficaz, por isso não esperes que ele aumente, aproveita para falar com ele agora. Ok, não haverá tempo para fazeres uma pesquisa exaustiva, já sei... não há tempo para nada! Mas não se trata de perguntar às pessoas o que é que elas querem! Tu já sabes o que é que elas querem, não é? ;) Deves é perceber o perfil dos teus potenciais clientes, para conseguires conquistar um lugar ao sol nas suas vidas. Por onde andam, por onde procuram. É importante que não te baseies em suposições. É importante que consigas certezas!

Cá vai dica: podes fazer uma breve pesquisa sobre "persona", "como construir uma persona" ou "como criar uma persona" e até conseguirás descobrir algumas ferramentas gratuitas que te podem ajudar a definir a tua ou as tuas (podes ter mais do que uma).

+ Mais do que pensar... escreve! Escreve frases soltas, palavras, tudo que te vier à cabeça. Sem ordem lógica. Inspira-te na tua lista. Não te preocupes com a escrita num primeiro momento. Depois, sim, por mais que não o vás tornar público, como já percebeste, ele terá de ser sentido pelo público, então é muito importante que o escrevas como se o fosses apresentar no telejornal da noite, para um país inteiro... porque quanto melhor ele ficar escrito, mais fácil será de o colocar na prática, de o cumprir e de o passar para o público (e se for o caso, equipa de trabalho e funcionários). Não deverá passar de um pequeno parágrafo. 

31/07/2019

4.1.7. EXEMPLOS DE POSICIONAMENTOS

Só para (re)lembrar:

NÃO TENTES SER ALGO QUE NÃO ÉS.

Não tentes fazer da tua marca algo que ela nunca irá ser. Trata-se de explorar bem o teu potencial, o potencial da tua marca. Põe nela todas as tuas valências, a tua essência, propósito, a tua alma... chamem-lhe o que quiserem... mas tem de ser real, autêntica. Em "Marcas de propósito", a autora do livro, Rita Sambado, diz "o segredo já não é a alma do negócio, mas sim a alma é o segredo do negócio." Para isto acontecer, tudo que definires (não me canso de repetir) tem de ser autêntico, isto é:

 Tuuuuudo que existir com a tua marca tem de ser inspirado naquilo que definiste. 

Há uns tempos atrás, escolhi ir a uma dentista, por causa da sua página de facebook. Adorava as dicas, os posts super profissionais e a informação muito atualizada que ela partilhava diariamente. Pareceu-me alguém muito entendida na matéria, com equipamentos modernos, muito comunicativa, preocupada com o cliente, com a estética dos dentes (e eu procurava alguém assim). No entanto, apesar de me ter respondido rapidamente pelo messenger, a sua "simpatia" não bateu em nada com a forma alegre e comunicativa com que se apresentava na sua página do facebook. Quando fui à consulta: o consultório era velho, o equipamento idem, aspas! A dentista correspondeu à resposta que me deu pelo messenger, mal olhou para mim e não me deu, nem de perto nem de longe, a atenção que eu almejei. Para colmatar não sorriu uma única vez, sendo que, em todas as fotos que ela tinha na sua página aparecia com um sorriso de orelha a orelha... enfim, uma desilusão para mim. Nunca mais lá fui e por mais que gostasse do conteúdo da sua página, já não me inspirou confiança e deixei de a seguir. 

Resumindo: perdeu uma cliente, perdeu uma seguidora e ganhou (da minha parte) má reputação, pois, garantidamente, não vou, aconselhá-la a ninguém!

Repara: quem foi a responsável pelas minhas expetativas? A dentista, através da sua página do facebook. Agora imagina o contrário? Imagina se tudo aquilo que ela mostra na sua página correspondesse à verdade? Percebes como é poderoso definires o teu posicionamento? Possivelmente, esta dentista nem sequer tem consciência daquilo que fez! Possivelmente, ela fez o que vê toda a gente a fazer, criou a sua página no facebook e "alimenta-a"! Nem sonha que, ao se apresentar e ao se mostrar daquela maneira está a marcar o seu posicionamento.

Se definiste ser uma marca elegante e sofisticada, para mulheres de meia idade, fará sentido que quando o público contacte com ela sinta exatamente isso (em qualquer ponto de contacto: redes sociais, colaboradores, loja física, publicidade, etc.), caso contrário, das duas uma: ou não vais conseguir atrair o público que definiste, mulheres de meia idade, ou este público não se irá identificar com a tua marca e já sabes o que isto vai significar, não é?

EXEMPLOS

Não quero entrar em exemplos de grandes marcas, porque são outra dimensão, com outros recursos... ora, se são grandes e bem sucedidas é porque têm um posicionamento forte e bem definido, como a Apple, a McDonald's, a Coca-Cola... No entanto, por terem a dimensão que têm é mais fácil de analisares os posicionamentos das mesmas e até perceberes as suas evoluções. São excelentes exemplos de como é que um posicionamento pode ser fundamental para que o cliente escolha e goste de uma marca. 

Selecionei duas das quais sigo e admiro muito por serem únicas e pioneiras na forma como se posicionam:

Red Bull - poderia não passar de um refrigerante! Vá... uma bebida energética! Cara! Onde está o "ser único" nisto?! No seu posicionamento. A Red Bull nunca refere que vende bebida energética, porque na realidade é mais do que isso. Vende energia. Dá-te asas, não é?!  Ela eleva o seu conceito ao máximo. Ainda por cima, proporciona e permite que o público participe (e experiencie) em atividades energéticas e radicais. 

IKEA - Poderia ser um fiasco... uma loja que vende móveis, que ainda por cima são os clientes que os recolhem, carregam e que os têm de montar! Nem me vou prolongar sobre este exemplo... "Criar um melhor dia a dia para a maioria das pessoas", "(...) oferecer uma vasta gama de produtos funcionais e com um bom design a preços tão baixos que a maioria das pessoas pode comprá-los". Sentes ou não sentes isto, quando contactas com esta marca? 

Agora vamos a uma dimensão mais pequena, onde pode parecer mais difícil conseguires um fator único ou diferenciador para a tua marca. Aqui fica 1 exemplo (antes e depois) de um posicionamento desenvolvido por mim.  *Por motivos contratuais, o nome e o lugar foram alterados.   

MARCA: XPTO (CATERING E RESTAURAÇÃO)

Definia-se assim >>>> "A sua satisfação é a nossa prioridade. Para isso selecionamos ingredientes de primeira qualidade, contamos com colaboradores experientes e dispomos de uma ampla variedade de soluções para dar resposta a todas as suas necessidades."

Esta é a definição de muitas, e quando digo muitas é mesmo muitas, marcas de pequenos negócios. Depois do que aprendeste até agora, já consegues analisar o quão errado este parágrafo está. Qualquer cliente tem a expetativa que em qualquer negócio, a sua satisfação seja a prioridade. Qual seria então? Qualquer cliente que escolhe uma marca, tem a expetativa de que os ingredientes (materiais, etc.) sejam de qualidade. E o que significa "primeira qualidade"? Colaboradores experientes é o mínimo que se possa esperar de uma empresa que existe há mais de uma década. E, "ampla variedade" é o quê? Num negócio de catering haverá sempre escolha, não?! Onde está o fator diferenciador?

Esta marca já está no mercado há aproximadamente 12 anos. Quando vieram ter comigo, queriam uma nova imagem para um menu, de um dos espaços por eles concessionado. Encontrei uma marca descaracterizada e sem personalidade, focados em não falhar um pedido ou uma entrega. Viam-se sem produtos exclusivos, com um grande complexo de inferioridade por não terem um estilo definido, referindo constantemente que os "outros têm uma imagem bonita"! Quando possíveis clientes contactavam, a XPTO perdia, na maioria das vezes, boas oportunidades de negócio por não terem nada definido. Na realidade tinham! "Só" não tinham consciência disso :)

Aproveitei o que eles diziam ser a sua maior fraqueza para criar o posicionamento da marca. É que, na realidade, o fator que os diferenciava era exatamente o "não terem nada definido", ou seja, serem tão flexíveis e preocupados em satisfazerem a vontade do cliente! Quando um cliente chegava determinado a dizer o que queria e como queria, era quando trabalhavam melhor! Já quando um cliente chegava indeciso e perdido, sem saber o que queria, onde à partida é quando conseguimos vender aquilo que queremos, também eles ficavam à nora! 

Quando ganharam esta consciência e assumiram este posicionamento, o impacto foi enorme. Parece tão básico, mas repara: se disseres ao cliente algo como "olhe, é o que quiser e como quiser", possivelmente ele desconfiará! A tua marca pode passar uma imagem insegura, mal definida e até desesperada, concordas? Que é bem diferente, se perante o cliente assumir e mostrar-se desta maneira:

"Somos a única empresa de catering e restauração, disponíveis para atuar no concelho de Famalicão, em que "Adaptação" é o nosso sobrenome. Queremos saciar os gostos vincados dos nossos clientes. Tragam a ideia! Com uma vasta equipa e eclética, servimos pessoas que gostem de eficiência e saibam exatamente o querem. De uma entrega vegan ao domicílio, a eventos corporativos, de uma festa particular à concessão de espaços, incorporamos o conceito pedido."

Todos os colaboradores da empresa tiveram que ganhar consciência deste posicionamento, para que fosse experienciado pelos clientes, na sua plenitude.

Como disse o diretor da empresa, quando alguém lhes pedia ideias e opiniões era um processo muito doloroso e angustiante. Ao entenderem e assumirem esta posição, deixaram de perder tempo a tentar imitar o que empresas concorrentes faziam e tornaram-se mais objetivos a disponibilizar os seus serviços. 

Bem pensado e implementado, em todos os pontos de contacto, houve mais garantias de: controlar aquilo que os clientes estavam a percecionar sobre a marca; de quem querem atrair e de como querem fazê-lo.  Por sua vez, o que achas que aconteceu? Viram melhorias nos seus resultados.

Agora, compara aquilo que escreveste no 1º PASSO do ponto 1.4.5. com o que tens definido agora para o teu negócio/ideia! Atreves-te a escreve-lo e enviar-me? Não tem de estar perfeito, não te preocupes, porque, possivelmente, como ja referi, vais modificá-lo algumas vezes, enquanto estivermos a criar o conceito da tua marca! ;)

02/08/2019

4.2. CONCEITO DA MARCA

 FALA COMIGO!

Tenho uma série de perguntas importantes para te fazer! Desta vez o conteúdo partilhado, sobre o conceito, é especificamente sobre a tua marca/negócio/ideia! Fala comigo, por mensagem: por messenger (Carla Presa), instagram ( @caya.pe ) ou whatsApp (+351934232258), começa o diálogo com a frase "Caya Pê, fala comigo sobre o meu conceito!". (Não haverá nenhum mecanismo de automação a dialogar contigo, serei eu própria).

05/10/2019

4.3. MISSÃO

4.3.1. SIGNIFICADO

"missão - Encargo, incumbência, desempenho de um dever." (in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2008-2013)

Não duvido que saibas muito bem o significado desta palavra. Mas no contexto das marcas, ela assume um papel ligeiramente diferente. Ao contrário do que possas achar, a missão não é apenas texto para preencher um espaço em branco no teu site ou na parede do teu escritório, só porque fica bonito ou porque todos o fazem. Não é de todo blá blá blá. Caso contrário, não perderia tempo com isto. 

É muito frequente perguntar a pessoas com negócios qual é a missão das suas marcas e eles não saberem responder. Não será o teu caso, com toda a certeza! :) Ou então, abrem rapidamente o site, e lêem mui orgulhosamente (mas pela primeira vez) aquilo que o sobrinho, amigo, programador ou designer escreveu quando criaram a página e lhes pediram mais de 10 vezes que enviassem a informação e eles nunca chegaram a enviar, porque não tiveram tempo para se dedicarem às suas próprias marcas. Ora, se o próprio dono não dedicou tempo, o sobrinho, amigo, programador ou designer, também não o vai fazer, não é? 

Ela pode ser a razão pela qual o cliente te escolheu ou escolherá. Aliás, citando um exemplo muito pessoal,  quando criei a CAYA PÊ, o primeiro passo que defini foi a missão, foi através da missão que consegui definir o meu posicionamento, que consegui perceber qual era o lugar que queria ocupar na mente do meu público e foi ela que me impulsionou a dar o melhor de mim (mais à frente haverá oportunidade de te mostrar).

QUAL É A TUA MISSÃO?

Há uma resposta que é comum e que vem logo à cabeça da maioria : ganhar dinheiro! Ok, essa não conta... essa é "apenas" uma boa motivação! A experiência diz-me que se for essa a razão mais forte pela qual existe a tua marca, ao invés de ganhares dinheiro, vais perder! A experiência diz-me também, que até hoje, todos os negócios (pequenos ou grandes) bem sucedidos nascem e crescem por motivos mais fortes e bem diferentes ao "ganhar dinheiro".

QUAL É A RAZÃO PELA QUAL EXISTE A TUA MARCA?

[A MISSÃO DO TEU NEGÓCIO DEVERÁ RESPONDER A ESTA PERGUNTA] 

07/08/2019

4.3.2. A IMPORTÂNCIA DE TERES UMA MISSÃO

Quando temos uma missão estamos mais orientados e focados em alcançar aquilo que queremos. Se formos ao supermercado com uma lista pré-definida é mais certo que não nos esqueçamos de nada. Se entrarmos com a intenção de comprar comida saudável, há mais garantias que não iremos cair em tentação. Ter uma missão ajudar-te-á a manter o foco naquilo que realmente queres alcançar. Facilitar-te-á as tuas estratégias e a forma como vais expor a tua marca.

4.3.3. NO MÍNIMO SALVAR O MUNDO E TRANSFORMÁ-LO NUM SÍTIO MELHOR!

Há uma tendência, em pesquisarmos e nos inspirarmos nas missões das grandes marcas, mas como referi anteriormente, elas são uma dimensão completamente diferente da que a tua marca se encontra por enquanto. No entanto, nada nos impede de sonhar alto. Aliás é por isso que estás aqui... e é aqui que a porca torce o rabo: assumirmos perante os outros a nossa missão é do caraças! Vêm ao de cima todas as inseguranças, medos e receios de não conseguir, de não cumprir… sobretudo perante os outros!

A missão da NIKE é "trazer inspiração e inovação para todos os atletas, no mundo", sendo que "se tens um corpo, és um atleta".

A missão da ADIDAS é "to be the best sports company in the world." (Nem me atrevi a traduzir!)

A missão da NEW BALANCE é: "o nosso objetivo é ajudá-lo a alcançar o seu. Ajudar os atletas em sua busca pela excelência, seja ajudando atletas profissionais a estabelecer recordes e ganhar medalhas, ou a impulsionar atletas todos os dias a alcançar um novo RP, administrar os seus primeiros 5km ou simplesmente viver de forma mais saudável e estilo de vida ativo."

Virando agora o foco para o teu negócio, a tua marca... também te vês com uma missão assim? Algo menos forte? Respira! Não é obrigatório definirmos uma missão que vá salvar o mundo! Mas é importante teres uma missão. Uma missão que crie engajamento com o público. A missão que mais impulsiona um negócio é aquela que tem paixão, que já lá está intrínseca ao teu trabalho.

CÁ VAI DICA:

Quando estou neste processo com os meus clientes, nem sempre procuramos uma missão... ela já existe (bem como os valores e o propósito), só que, geralmente não há consciência dela. Conseguir percebê-la é uma tarefa com "T" maiúsculo!

Compreender qual é a nossa missão, tal como as outras etapas do BRANDING da nossa marca, obriga-nos a olhar para a forma como nos posicionamos e isso já o fizemos no passo anterior. Ótimo! Depois disto, damos atenção ao nosso conceito, que por esta altura estará em obras... ótimo! 

Seguidamente, por norma, o que faço neste processo é trocar a pergunta "qual é a razão pela qual existe a tua marca?" pela pergunta "porque é que gostas de fazer isso*?" *o teu negócio.

Vou ser mais clara:

EXEMPLO 1

A PERGUNTA: 

Porque é que vendes sapatos? 

É TROCADA PELA PERGUNTA:

 Porque é que gostas de vender sapatos? 

+ Explorar também, se necessário: porque é que gostas de vender? e/ou porque é que gostas de sapatos?

EXEMPLO 2

A PERGUNTA: 

Porque é que falas sobre saúde no teu blog? 

É TROCADA PELA PERGUNTA: 

Porque é que gostas de falar sobre saúde no teu blog?

+ Explorar também, se necessário: porque é que gostas de falar? e/ou porque é que gostas do tema saúde?

EXEMPLO 3

A PERGUNTA: 

Porque é que vendes relógios? 

PODE SER TROCADA PELA PERGUNTA: 

Porque é que vendes relógios em vez de venderes pranchas de surf?

+ Explorar também, se necessário: porque é que gostas de vender? e/ou porque é que gostas especificamente de relógios?

Sabem porque é que o dono da XPTO catering trabalha mais de 12h com gosto? Porque gosta de bifes bem passados, de massa al dente e de ovos estrelados com a clara bem frita e a gema quase crua!!!! :) :) :)  (Não era mesmo esta a resposta que estavas à espera de ler, eu sei).

Na realidade, segundo a sua equipa, é "um esquisito", não come qualquer coisa, nem feita de qualquer maneira. Conseguem reconhecer aqui alguma ligação ao posicionamento que os define, descrito no ponto 4.1.7.? Pois é! Tudo à sua medida! O senhor José tem uma satisfação tremenda em satisfazer as "esquisitices" dos seus clientes, como o próprio disse: "não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti!" - foi a partir daqui que percebemos qual seria a sua missão:

"Seja feita a vontade de cada paladar. Adquirirmos constante capacidade de adaptação da nossa equipa e cozinha, para correspondermos a 100% às ideias e conceitos dos nossos clientes."

09/08/2019

4.3.4. MISSÃO ÚTIL

A missão da tua marca deve ser de fácil compreensão e sucinta, mas sobretudo... útil! 

Ela tem de te ser útil! Mais útil para ti (e para a tua equipa) do que para o público! Sim sim! Porque se isso acontecer, garantidamente, o público irá perceber e reconhecer! Não a deves construir ou procurá-la só porque sim, ou só porque toda a gente a exibe, juntamente com a visão e valores, na sua página! Para ser mostrada é só porque fará parte da tua estratégia. E se a mostrares perante o teu público, ele deve sentir conexão entre aquilo que acabou de ler/ouvir/ver com a experiência que teve ou está a ter.

PHILIP KOTLER (GURU DO MARKETING) DIZ QUE PODEMOS NÃO APRENDER MUITO AO LERMOS A MISSÃO DE UMA EMPRESA, MAS QUE IREMOS APRENDER MUITO AO TENTAR ESCREVÊ-LA.

4.3.5. MISSÃO PESSOAL ≠ MISSÃO DA EMPRESA

São coisas bem diferentes. Estabelecer um compromisso pessoal, os teus objetivos pessoais, as tuas intenções em relação à tua marca: a ti dizem respeito. Já a missão estabelecida para o teu negócio, para a tua marca: é virada para o mundo - clientes, sociedade, planeta, natureza, ecossistema, funcionários...

4.3.6. OUTRA PERSPETIVA  DA MISSÃO

A MISSÃO SEM PAIXÃO

As missões que mais impactam e impulsionam, como já referi, são as que têm paixão. Porquê? Porque inspiram! E se inspiram trazem mais engajamento. No entanto, podes, certamente, construir uma missão para tua marca de uma forma mais racional e ela continuar a ser autêntica, honesta e verdadeira. Tendo em conta tudo aquilo que a tua marca é detentora ou tudo aquilo que construíste até agora, há perguntas mais funcionais, lógicas e práticas que podem ajudar-te no processo:

  • O que se propõe o teu negócio a fazer?
  • Para que serve a tua empresa?
  • O que é que o teu negócio acrescenta ao mercado existente?
  • Qual é o benefício que ele traz aos teus clientes?
  • Onde é que a tua marca deve atuar?
  • Quem é que ela pretende alcançar?

 Lembra-te que estás a fazer isto pela primeira vez. Estas indicações são diretrizes para conseguires o melhor resultado possível, mas não há regras! 

Não desanimes se a tua missão ficar muito curta ou muito extensa, se é pouco inspiradora, se não estás a conseguir transpor para o papel aquilo que tens no pensamento. O que tens neste momento é o melhor que conseguiste dar à tua marca até agora e amanhã será ainda melhor! 

QUAL É A MISSÃO DO TEU NEGÓCIO?

12/08/2019

4.4. VALORES

OS VALORES DA TUA MARCA GEREM O SEU COMPORTAMENTO, AS SUAS ATITUDES E A SUA POSTURA. TAL COMO UMA PESSOA QUE TEM OS SEUS PRÓPRIOS PRINCÍPIOS, A MARCA TAMBÉM OS TEM. 

4.4.1. QUE PRINCÍPIOS QUERES TRANSMITIR COM A TUA MARCA?

A pergunta pode ser feita de outra forma:

QUE ATITUDES QUERES PROMOVER COM A TUA MARCA?

  • Se vendes ou promoves confiança, um dos valores poderá ser exatamente esse... Confiança! 
  • Se um dos teus fatores diferenciadores for a relação próxima que estabeleces com o teu público, um dos valores poderá ser a afetividade ou a proximidade. 

  • Se tens uma política interna de sustentabilidade ou de preocupação com o ambiente, porque não promover esse valor? Se isso é favorável e é um fator que vinca a personalidade da tua marca, responsabilidade ambiental, poderá ser um dos valores que aparece na tua "bandeira".

Com estes exemplos quero mostrar-te que a definição ou escolha dos valores da tua marca atravessa todo o teu negócio. Podem orientar aquilo que promoves, aquilo que vendes, a forma como trabalhas e a tua postura perante a sociedade em que está inserida. Tu decides o que mais convém para o teu negócio.

4.4.2. AGREGAR VALOR ATRAVÉS DOS VALORES!

Mais uma vez, como na missão, esses valores já podem estar intrínsecos no teu trabalho, na forma como fazes as coisas, na forma como atendes ou falas com o teu público, e pode ser só uma questão de ganhares essa consciência.

Por outro lado, Depois de já teres alinhavado o conceito, definido o posicionamento e a missão da tua marca, podes, a partir de agora, alinhar novos valores à tua marca, para que fortaleçam o teu serviço e negócio. É importante que agregues valor à tua marca com esses novos valores, e para isso acontecer, recordo-te mais uma vez que não é só blá blá blá! Não pode ser só para ficar bonito. Isso é perder tempo, é enganar o público e não é ético. Se assumires afetividade como um valor que está na bandeira que a tua marca carrega, o cliente deverá sentir esse valor em todos os pontos de contacto. Até porque, ele pode ter escolhido o teu produto/serviço justamente por declarares na tua bandeira a palavra "afetividade". 

14/08/2019

4.4.3. CUIDADO COM OS ITENS DESNECESSÁRIOS!

Não será mesmo necessário apresentares uma lista extensa. Mais vale poucos e bons! Considero que uma lista de 3 a 5 valores seja o necessário. Escolhe os mais importantes, os mais inspiradores, os mais relevantes, os autênticos… os que tragam mais benefícios para o teu negócio!

4.4.4. OS VALORES SÃO INEGOCIÁVEIS.

Os valores, são os pilares da marca, aquilo em que a marca acredita, logo, à partida são inegociáveis. Os valores acabam por funcionar como um regulamento de boas práticas ou um código de conduta que deve funcionar em todos os pontos de contacto da marca... e por algum motivo um regulamento é para ser cumprido, não é?!

PAIXÃO + PARTILHA + PROXIMIDADE.

Partilha, proximidade e paixão. Foram os valores que escolhi para defender a bandeira do PROJETO PÊ. Seria impossível para mim trabalhar de outra maneira. Tudo o que faço aqui, desde a forma como escrevo, às mensagens que vos envio, é sempre em função destes valores. Sentes ou não sentes estes 3 valores, neste projeto? 

Quando os valores da marca vão ao encontro dos valores de quem a representa, é, inegavelmente, muito mais favorável e compensador.

4.4.3. TRANSCREVER OS VALORES DE MARCAS SIMILARES ÀS TUAS.

Ao produzir este conteúdo dos Valores, confesso que a primeira coisa que fiz foi criar uma lista gigante para que poupasses tempo e pudesses, a partir dali, escolher os teus valores! E depois… Espera aí! Mas isto vai contra aquilo que defendo e estaria a ser contraditória, claro! Tu, estás por dentro do que se faz na tua área de negócio, e com certeza que já pesquisaste o que as outras marcas fazem e defendem, mas não haverá nada melhor do que criares os teus próprios valores. São esses valores que farão com que os clientes se identifiquem com a tua marca, logo, seres mais do mesmo não te trará muitos benefícios, certo? Cria a tua própria identidade ;)

Mas... e se sair igual à outra marca?

Não vai acontecer! Ao declarares os valores da tua marca perante a tua equipa e clientes, estes devem ser sempre esclarecidos. Deverão ser objetivos, sim. Mas explicados! 

4.4.4. EXCELÊNCIA, QUALIDADE, PREMIUM... PODEM SER VALORES ASSUMIDOS PELAS NOSSAS MARCAS?!

Se acharem mesmo que será uma mais valia, desde que expliquem o que isso siginifica para a vossa marca, sim pode. Mas, se possível, contornar o uso deste género de palavras.

POR EXEMPLO:

Excelência: trabalhamos para alcançar a perfeição nos resultados do cliente.

Excelência: Fazemos sempre o nosso melhor.

Excelência: Eficácia e eficiência na forma como auxiliamos o cliente.


4.4.5. COMO ESCOLHER OS MELHORES VALORES PARA A MINHA MARCA?

CÁ VAI DICA:

Aprendi este exercício durante a certificação de PNL ou de coaching que fiz (já não me lembro mesmo qual delas foi) e aplico-o constantemente, sempre que há uma lista!!! É simples, mostro-te o meu próprio exemplo:

Integridade e criatividade foram os dois primeiros valores que eu quase que garantia como certos na minha bandeira! Lista todos os valores que aches serem relevantes e representativos para a tua marca:

  • Criatividade
  • Proximidade
  • Integridade
  • Partilha
  • Orientação para o resultado do cliente
  • Foco no cliente
  • Responsabilidade
  • Paixão
  • Humildade
  • Praticabilidade

Agora, ao invés de perguntares: Quais os 3 ou 5 mais relevantes? O truque é escolheres um e compará-lo com os seguintes, individualmente. Por exemplo: Qual é mais relevante para o projeto, a criatividade ou a proximidade? Proximidade. A proximidade ou Integridade? A proximidade. A proximidade ou a partilha? A partilha. Voltamos ao início… Partilha ou Criatividade? Partilha. Partilha ou integridade?… Partilha e praticabilidade? Partilha! Escolhido o primeiro! Vamos para o início com outro valor e por aí a fora, até conseguires ordená-los ou filtrar os mais relevantes. Não significa que os outros valores não sejam muito importantes ou que não os pratique, muito pelo contrário. Todos estes valores são atitudes que representam muito a minha forma de estar e trabalhar, mas os 3 que escolhi representarão melhor a experiência que o participante vai sentir durante o projeto e as atitudes que eu quero transparecer durante o processo de interação com o cliente e durante a produção dos seus conteúdos.

PAIXÃO: o projeto nasce de uma paixão pelas marcas e é com paixão que produzo todos os conteúdos. É a paixão que me move.

PARTILHA: Partilhar tudo que sei, inclusivamente todas estas dicas que uso no meu processo de criação é a minha postura e forma de estar. É uma das minhas maiores intenções com o PROJETO PÊ. Sou um livro aberto, quanto ao meu conhecimento. Sem qualquer receio. Tou nem aí!

PROXIMIDADE: O PROJETO PÊ possui este distintivo. Estar sempre em contacto com o participante, oferecendo-lhe sempre a minha melhor orientação e estando disponível para qualquer dúvida. 

QUAIS SÃO OS VALORES DA TUA MARCA?

O TEU FEEDBACK É IMPORTANTE!

SENTES ESTES 3 VALORES PRESENTES NA TUA EXPERIÊNCIA, AQUI NO PROJETO PÊ? O QUESTIONÁRIO É ANÓNIMO, SÊ SINCER@!  :) 

DE 0 (NENHUMA) A 5 (TOTALMENTE) 


4.5. VISÃO

DECLARAR O QUE PRETENDEMOS ALCANÇAR!

SABER ONDE QUERES , COM QUEM OU COMO QUERES CHEGAR COM A TUA MARCA.

4.5.1. NÃO HÁ BOLA DE CRISTAL! MAS TER UMA VISÃO BEM DEFINIDA PROMETE SER MÁGICO!

Bola de cristal? Não há! Nem faz falta! A função da visão não é a de adivinhar como vamos estar daqui a uns anos, mas sim a de definirmos e perspetivarmos onde, como, com quem ou de que forma queremos estar: Onde queremos chegar? Quais são as nossas metas? E quando alcançamos as nossas metas e chegamos onde queremos chegar... acontece magia! 

4.5.2. A VISÃO É A NOSSA BÚSSULA. DÁ-NOS O RUMO.

Ter uma visão vai direcionar as nossas ações e decisões, ou seja, vai tornar-nos mais objetivos e mais claro vai ser o nosso percurso até alcançarmos as nossas metas. Quanto mais precisos formos na definição desta visão, mais fácil, mais rápido e sobretudo mais motivação teremos em alcançá-la.

Saber o que queremos alcançar, melhora a nossa performance. Excluiremos mais rapidamente algumas ações, por já sabermos exatamente aquilo que pretendemos alcançar, por outro lado, dá-nos uma visão mais ampla e nítida das escolhas que poderemos fazer!

Se a minha visão abrange alcançar a população de língua portuguesa e espanhola, vai ser fácil escolher a proposta de um site que suporte 2 línguas ao invés de pagar desnecessariamente um que suporte 5, por exemplo! 

Se a minha visão passa por proporcionar momentos de extrema diversão e adrenalina a jovens, provavelmente não irei ponderar participar numa palestra sobre o desporto em geral, ou patrocinar o clube de motards da zona! Irei optar por atividades que vão ao encontro do público que pretendo atingir e das sensações que pretendo provocar. 

Se a minha visão passa por proporcionar a oportunidade a todos os residentes da minha zona de alcançarem um bem-estar mental e físico, será muito mais fácil, para a minha estratégia escolher patrocinar uma série de eventos da cidade, do que participar numa feira para divulgação da marca a 500km de distância! Percebes onde quero chegar?

19/08/2019

4.5.3. O PRAZO DE UMA VISÃO.

A visão poderá ser estipulada a curto e a longo prazo. Não há regra e será mesmo uma questão de bom senso. Já estipulei visões para 2, 5 anos e já estipulei para 2 meses. É mesmo muito importante criares a tua visão com autenticidade e ponderação para que tudo funcione e flua favoravelmente. Se estás a começar, estipular uma visão para 2 anos poderá ser uma boa opção, desde que não ambiciones ser a melhor empresa do mundo! Digo eu! Tudo vai depender de quais são as tuas metas, das ações que precisas de realizar para concretizar essas metas e do tempo que necessitas para as realizar essas ações.

4.5.4. SER UMA REFERÊNCIA

"Ser uma referência no mercado" é uma visão que lemos muito frequentemente e é válida. Eu acredito em visões mais inspiradoras, que motivem mais o público, que te façam a ti e à tua equipa (se for o caso) trabalhar com mais ambição, prazer e vontade de alcançar as metas propostas. E se isso acontecer, possivelmente estarás ou irás ser uma referência para o teu público, porque ele identificar-se-á com as tuas metas, as tuas ideias, e terá vontade ou vaidade de pertencer ou de participar nesse caminho.

EXEMPLO

Suponhamos que tenho um negócio de joalharia, onde já utilizo algum lixo ou desperdícios para a criação de algumas peças, porque na realidade motiva-me muito no processo criativo fazê-lo, pois sou alguém muito preocupada e atenta às alterações climáticas do planeta.

Agora suponhamos que tu tens o hábito de comprar jóias e também és alguém com alguma consciência ambiental. Com qual visão desta empresa te identificarias mais:

  1. Ser uma referência na área da joalharia a nível de reutilização e do reaproveitamento de materiais.
  2. Que o lixo e o desperdício sejam acessórios atraentes, sofisticados e cobiçados - Criar peças de bijuteria e joalharia atuais, de design exclusivo, 100% usáveis no dia a dia, com matéria-prima 100% reutilizada e reciclada.

Claro que será válida qualquer uma das escolhas! Afinal de contas trata-se de uma escolha, não é? Mas qual destas te inspira mais, a ti como cliente? Ou como dono do negócio ou colaborador da empresa, qual destas te dá mais rumo? Apesar de no fundo querer transmitir o mesmo com as duas, a segunda claramente é mais precisa, mais ambiciosa e inspiradora e a primeira mais vaga e focada em atingir um lugar no pódio, concordas?

Escolhendo a segunda hipótese, como dona ou como colaboradora deste negócio, trabalhar tendo consciência destas metas, torna o futuro da minha marca bem mais claro e a motivação em conseguir alcançar este futuro muito maior! Por exemplo, irei dedicar, uma parte do tempo a investigar que desperdícios existem em mais abundância, quais serão os mais moldáveis, os mais resistentes, a publicidade será mais direcionada para este conceito de transformação de lixo e desperdícios em acessórios cobiçados, etc., sempre com o foco no reutilizável, no usável, no atual e no exclusivo. Mais objetividade, mais eficiência... mais competência... logo, o conceito da minha marca será bastante mais claro, o seu posicionamento muito mais vincado e as estratégias de vendas e marketing muito melhor definidas.

COMO É QUE O CLIENTE VÊ ISTO?

Bem, na realidade não há regra que te obrigue a partilhar a tua visão, tal como o posicionamento, missão ou valores! Podes defini-la internamente e não a declarar ao público, sobretudo se ela for muito virada para o lado financeiro (que também é interessante que definas os objetivos deste parâmetro), mas aqui falamos de outra coisa: defini-la de forma a ser uma mais valia para o negócio, que agarre o público e que te motive a ti e à tua equipa.

Podes escrever na parede do teu estabelecimento, no teu blog, site... mas, acima de tudo, mais do que ver, o cliente precisa de sentir! Experienciar! Repara que se a minha visão é alcançar uma vida mais organizada, possivelmente não irás encontrar a minha casa desarrumada, possivelmente o meu escritório estará impecável! Encontrarás um local limpo, arrumado que até te provocará melhores emoções do que um local sujo, cheio de desordem. Sentirás essa organização, sem ser preciso lê-la em algum lugar! Num negócio, é igual, o cliente deverá sentir a vontade que tens de alcançar essas metas em todos os pontos de contacto.

A AUTENTICIDADE FARÁ VENDER MAIS?

A visão do exemplo anterior faz sentido porque a consciência ambiental já era uma característica e uma forma de estar da pessoa que está à frente do negócio e, assim sendo, as ações e atitudes da marca serão mais intuitivas e autênticas! Seria muito feio, a marca ter esta visão tão preocupada com questões ambientais e o seu proprietário e todos os pontos de contacto terem atitudes completamente opostas, certo? A visão requer que todas as atitudes da marca sejam pensadas em sua função. A embalagem, a postura do funcionário, o conteúdo das redes sociais, etc. Se tudo isto bater certo, certamente estarás a ganhar pontos com a tua marca e a melhorar a tua reputação.

Mas, e se não houver a sinergia perfeita, se a visão da marca não for ao encontro dos teus sonhos, das tuas ambições e estes não forem uma mais valia na área em que está inserido o teu negócio? Eiaaa... que desgraça! :D :D :D Se conseguires que isso aconteça, ótimo, maravilha, impecável, sobretudo porque será altamente motivador para ti. Mas se não for possível, também há salvação! Porque a visão poderá não só visar os teus sonhos e ambições, poderá por exemplo, ser definida mediante o percurso que tens vindo a desenvolver, mediante as tendências de mercado ou mediante as reações e impressões do teu público. No entanto, acredito que, se estás a ler isto é porque queres seguir as tuas paixões, logo provavelmente terás tudo para desenvolver uma visão motivadora e inspiradora! 

CÁ VAI DICA:

PRIMEIRO

Escreve como se estivesses a escrever ao pai natal! Mas acreditando mesmo que ele existe! Pedir não custa! E sonhar é mesmo muito bom! Pensa bem no potencial da tua marca (vai à tua lista) e escreve a carta respondendo à pergunta: como gostarias que a tua marca estivesse no futuro? Talvez consigas encontrar aqui uma visão a longo prazo! Talvez! ;)

SEGUNDO

Num cenário menos sonhador, muito menos sonhador, olha bem para as tuas limitações, vê o que  te falta alcançar para conseguires o que escreveste na carta ao pai natal, por exemplo! Vê bem quais são as tuas ambições com a tua marca, sê bem ciente delas e escreve a forma como gostarias que estivesse o teu negócio daqui a 2 anos. Mas algo bem real e autêntico e até um bocado pessimista.

TERCEIRO

Lembraste das dicas que te dei para construíres o posicionamento da tua marca (4.1.5.)? Vá, olha para elas novamente e reescreve o teu posicionamento como se tudo aquilo que queres alcançar, em dois anos, estivesse agora a acontecer.

QUARTO

Pondera agora tudo o que escreveste no primeiro, no segundo, e no terceiro passo, retira o de melhor, mais autêntico e motivador que encontrares e lê! Em voz alta! Agora escreve a tua visão! Aquela que vai marcar a forma como vais agir em 1, 2, 3 anos, por exemplo! Sem medo, estás só a planear e eu estou cá para te ajudar!  

4.5.5. A VISÃO PODE SER ALTERADA, MAS CUIDADO!

  • Diria que a visão pode ser ajustada, porque, por exemplo, o que projetamos está a sofrer alterações que não dependem de ti mas que te façam sentido, ou porque as tendências de mercado podem estar a influenciar as tuas decisões.
  • Poderá ser alterada porque a visão que foi estipulada anteriormente já foi superada! 
  • Deves evitar alterar só porque sim. Mudar abruptamente fará com que comeces do zero. Trará desmotivação e desânimo e poderá fazer com que desistas. No entanto, há sempre exceções e à partida serão aquelas onde as coisas foram inicialmente mal definidas ou aquelas em que um grande acontecimento externo te obrigou a fazer essa mudança.

Voltando ao exemplo acima referido, supondo que foi encontrada uma matéria-prima que a criadora de jóias se identificou totalmente, que tendenciosamente criou um maior volume de peças com esse material e que até foram as que venderam melhor, ela poderá, por exemplo, começar a especializar-se somente nesse material: Que o lixo e o desperdício, em especial a borracha xpto, se transforme em acessórios atraentes, sofisticados e cobiçados - Criar peças de bijuteria e joelharia atuais, de design exclusivo, 100% usáveis no dia a dia, com matéria-prima 100% reutilizada e reciclada. Implicará que ela estipule, por exemplo, durante um ano esta nova visão e que se foque totalmente na criação de peças com este material.

QUAL É A VISÃO DA TUA MARCA?

21/08/2019

4.6. POSICIONAMENTO, MISSÃO, VISÃO E VALORES DEFINIDOS. E AGORA?

E AGORA… ?

AGORA ESTÁ NA HORA DE PASSAR A LIMPO!

Vamos juntar na mesma página estes 4 itens (mesmo que não tenhas certezas absolutas do que definiste até agora), chegou a hora de juntar estas peças do puzzle que é composta a tua marca.

Posicionamento, missão, visão e valores… Olhando para eles agora, podes voltar a reestruturar, reajustar, alterar, reescrever, cortar, acrescentar... enfim... já tens algumas cartas, já sabes algumas regras, já podemos pelo menos iniciar o jogo, que é como quem diz… já podemos sentir um bocadinho da tua marca! Let's play the game!

CRIA UMA PÁGINA A4 E ENVIA PARA cayape.designer@gmail.com, COM:

  • O TEU NOME.
  • A TUA MISSÃO.
  • OS TEUS VALORES.
  • A TUA VISÃO.
  • O TEU POSICIONAMENTO.

NOVOS CONTEÚDOS (23/08/2019)

4.7. PROPÓSITO

Demorei a perceber isto do propósito. Foi uma aprendizagem muito longa, muito demorada de interiorizar. Era um tema muito abstrato para mim e ligava muito este termo ao espiritual e ao desconhecido… Hoje faz-me muito sentido fazer esta partilha, é tudo mais claro, mas mesmo assim não é coisa que se defina da noite para o dia! 

Parece que de repente começou tudo à procura de um propósito!! Felizmente. Porque o propósito traz uma abordagem mais profunda, mais emocional, de mais proximidade com o cliente. Quando dei por mim à procura de um propósito para marcas de outras pessoas entrei em parafuso! Não temos que o definir só porque sim! Só porque os grandes o fazem ou só porque está na moda. Dizem que o propósito é o novo posicionamento.

4.7.1. PROPÓSITO - A PALAVRA DA MODA!

propósito | s. m. | pro·pó·si·to (latim propositum,-i) | substantivo masculino

  • Tomada de decisão. = DELIBERAÇÃO, RESOLUÇÃO.
  • Aquilo que se pretende alcançar ou realizar. = INTENTO, PROJECTO, TENÇÃO.
  • Finalidade, fim, mira.
  • Tino, juízo, seriedade, prudência.

* In Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2008-2013

  Definir um propósito não é coisa fácil, mas explicá-lo pareceu-me uma tarefa ainda mais complexa… Foi numa conversa, através de uma definição sobre a palavra congruência que se fez luz no meu cérebro. Congruência é uma qualidade que respeito muito, reconheço-a sempre em empreendedores que admiro e em pessoas distintas, que fazem a diferença. 

 Aprendi que a congruência é uma simbiose entre 3 palavras: o dizer, o fazer e o ser. É sinónimo de um equilíbrio consciente e isso é bom. E fez-se luz! Percebi que poderia explicar da mesma forma esta coisa do propósito, que anda tão em voga, com as 4 palavras que me surgiam sempre e inevitavelmente: missão + visão + valores + posicionamento. É da soma destes 4 pilares que resultará o propósito de uma marca. Ou, é do propósito de uma marca que resultam estes 4 pilares.  

PRÓXIMO CONTEÚDO (26/08/2019 - 20:00H): 

4.7. PROPÓSITO (continuação)

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